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	<title>super-ricos &#8211; Contacon Contabilidade</title>
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	<description>Especialistas nas áreas contábil, fiscal, pessoal e administrativa comprometida em assessorar o cliente de forma simplificada e transparente.</description>
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		<title>Câmara deve votar taxação para super-ricos nesta semana</title>
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				<pubDate>Mon, 23 Oct 2023 22:10:49 +0000</pubDate>
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				<description><![CDATA[Câmara deve votar taxação para super-ricos nesta semana.

Com a previsão de arrecadar R$ 20 bilhões em 2024, e até R$ 54 bilhões até 2026, a taxação dos investimentos da parcela mais rica da população deverá ser votada nesta terça-feira (24) na Câmara dos Deputados.]]></description>
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<figure class="wp-block-image"><img src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1562199&amp;o=node" alt=""/></figure>



<p>Com a previsão de arrecadar R$ 20 bilhões em 2024, e até R$ 54 bilhões até 2026, a taxação dos investimentos da parcela mais rica da população deverá ser votada nesta terça-feira (24) na Câmara dos Deputados. Desde o último dia 14, o projeto de lei em regime de urgência tranca a pauta na Casa.</p>



<p>O relator da proposta, deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), tenta fechar um acordo com a bancada ruralista sobre o aumento no número de cotistas nos Fiagros, fundos de investimento em cadeias agroindustriais. O parlamentar estava ainda definindo como ocorrerá o<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2023-10/governo-discute-parcelar-imposto-de-renda-sobre-fundos-exclusivos" target="_blank" rel="noreferrer noopener">&nbsp;parcelamento do Imposto de Renda sobre fundos exclusivos</a>&nbsp;e uma eventual equiparação de alíquotas entre esses fundos e as&nbsp;<em>offshores&nbsp;</em>(investimentos em empresas no exterior).</p>



<p>Pedro Paulo também tentou incluir uma&nbsp;<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2023-10/projeto-de-taxacao-de-fundos-pode-ter-meio-termo-para-jcp-diz-relator" target="_blank" rel="noreferrer noopener">solução intermediária&nbsp;</a>para o fim dos juros sobre capital próprio (JCP), proposto por outra medida provisória. No entanto, a proposta não prosperou por falta de acordo no Parlamento.</p>



<p>O governo queria ter votado o texto na semana passada. No entanto, três partidos – PL, PP e União Brasil – pediram a manutenção do acordo para votação no dia 24, após o retorno do presidente da Câmara, Arthur Lira, de uma viagem oficial à China e à Índia.</p>



<p>Originalmente, o projeto de lei tratava apenas da taxação das&nbsp;<em>offshores</em>. No entanto, Lira incorporou ao texto uma medida provisória editada no fim de agosto, e ainda em validade, que muda a tributação de Imposto de Renda em fundos exclusivos. O procedimento é igual ao que ocorreu com a medida provisória do Programa Desenrola, apensada ao projeto de lei que regulamenta a taxa do rotativo do cartão de crédito, aprovado no início do mês.</p>



<h2>Reforço de caixa</h2>



<p>O governo precisa reforçar o caixa para compensar o aumento do limite de isenção da tabela do Imposto de Renda, sancionada nesta segunda-feira (28) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O dinheiro também é importante para cumprir a meta de zerar o déficit primário em 2024, conforme estipulado pelo novo arcabouço fiscal, aprovado no fim de agosto pelo Congresso.</p>



<p>Instrumentos personalizados de investimentos, com um único cotista, os fundos exclusivos exigem pelo menos R$ 10 milhões de entrada e taxa de manutenção de R$ 150 mil por ano. Hoje apenas 2,5 mil brasileiros aplicam nesses fundos, que acumulam patrimônio de R$ 756,8 bilhões e respondem por 12,3% da indústria de fundos no país.</p>



<p>Atualmente, os fundos exclusivos pagam Imposto de Renda (IR), mas apenas no momento do resgate e com tabela regressiva – quanto mais tempo de aplicação, menor o imposto. O governo quer igualar os fundos exclusivos aos demais fundos de investimento, com cobrança semestral de IR, conhecida como come-cotas. Além disso, quem antecipar o pagamento do imposto pegará alíquotas mais baixas.</p>



<p>Quanto à taxação das&nbsp;<em>offshores</em>, o governo quer instituir a tributação de&nbsp;<em>trusts</em>, instrumentos pelos quais os investidores entregam os bens para terceiros administrarem. Atualmente, os recursos no exterior são tributados apenas e se o capital retorna ao Brasil. O governo estima em pouco mais de R$ 1 trilhão (pouco mais de US$ 200 bilhões) o valor aplicado por pessoas físicas no exterior.</p>



<h2>Confira as propostas do relator</h2>



<p><strong>Fundos exclusivos</strong></p>



<p>• &nbsp; &nbsp;Instrumento: originalmente era medida provisória, mas texto foi incorporado a projeto de lei;</p>



<p>• &nbsp; &nbsp;Como é: tributação apenas no momento do resgate do investimento;</p>



<p>• &nbsp; &nbsp;Tributação: alíquota de 15% (fundos de curto prazo) ou de 22,5% (fundos de longo prazo) de Imposto de Renda sobre os rendimentos uma vez a cada semestre por meio do mecanismo chamado come-cotas a partir do ano que vem. Fundos com maiores prazos de aplicação têm alíquotas mais baixas por causa da tabela regressiva de Imposto de Renda;</p>



<p>• &nbsp; &nbsp;Atualização antecipada: quem optar por começar a quitar o come-cotas em 2023 pagará 6% sobre o estoque dos rendimentos (tudo o que rendeu até 2023). O governo propôs dois modelos de pagamento</p>



<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;– &nbsp; &nbsp;6% para quem parcelar em quatro vezes, com a primeira prestação a partir de dezembro. Na medida provisória, o governo tinha proposto alíquota de 10% nessa situação;</p>



<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;– &nbsp; &nbsp;15% para quem parcelar em 24 vezes (dois anos), com primeira prestação a partir de maio de 2024.</p>



<p><strong><em>Offshore e trusts</em></strong></p>



<p>• &nbsp; &nbsp;Instrumento: projeto de lei;</p>



<p>• &nbsp; &nbsp;Como é: recursos investidos em offshores, empresas no exterior que abrigam fundos de investimentos, só pagam 15% de Imposto de Renda sobre ganho de capital se voltarem ao Brasil;</p>



<p>• &nbsp; &nbsp;Tributação: cobrança anual de rendimentos a partir de 2024, com alíquotas progressivas de 0% a 22,5%, mesmo se dinheiro ficar no exterior. Cobrança ocorrerá da seguinte forma</p>



<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;– &nbsp; &nbsp;isenção sobre parcela anual dos rendimentos até R$ 6 mil;</p>



<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;– &nbsp; &nbsp;15% sobre parcela anual dos rendimentos entre R$ 6.000,01 e R$ 50 mil;</p>



<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;– &nbsp; &nbsp;22,5% sobre parcela anual dos rendimentos acima de R$ 50 mil.</p>



<p>• &nbsp; &nbsp;Apuração: lucros das offshores serão apurados até 31 de dezembro de cada ano</p>



<p>• &nbsp; &nbsp;Forma de cobrança: tributação dos&nbsp;<em>trusts</em>, relação jurídica em que dono do patrimônio transfere bens para terceiros administrarem.</p>



<p>• &nbsp; &nbsp;Como funcionam os<em>&nbsp;trusts</em>: atualmente, legislação brasileira não trata dessa modalidade de investimento, usada para reduzir o pagamento de tributos por meio de elisão fiscal (brechas na legislação) e facilitar distribuição de heranças em vida;</p>



<p>• &nbsp; &nbsp;Variação cambial: lucro com alta do dólar não será tributado em duas situações</p>



<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;– &nbsp; &nbsp;variação cambial de depósitos em conta corrente ou em cartão de crédito ou débito no exterior, desde que os depósitos não sejam remunerados;</p>



<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;– &nbsp; &nbsp;variação cambial de moeda estrangeira para vendas de moeda de até US$ 5 mil por ano.</p>
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